segunda-feira, outubro 01, 2007

Só,sentada na espera


E fico aqui sentada e perdida,
no canto de nossa cama.
Castigo da ausência da noite de antes,
da noite em que em que no meu corpo te perdeste.
Da cama dantes em que acordas em silêncio,
com o morrer da lua em descanso.
Da noite com abraços e cordas,
que nos atou em juras roubadas e passadas,
em amores de marés inconstantes.
A saudade da noite passada corre-me pela cara
e a sombra do que escreveste não me deixa ver teus lábios.
Lábios quentes e húmidos que desejei,
perdição de meus sonhos em que me matei,
em que me escondo e recordo o seu sabor.
Onde me dás o teu tempo,
onde me agarras com força e me deixas tanto de ti
enquanto envenenas meus lábios com pecados teus
e me sussurras: "Amanha não estou aqui..."
Pois não, não estás!
E o que me resta
são lembranças amassadas com o teu perfume...e eu!
Eu, que ainda me lembro da tua voz...
Eu, que me arrependo de ter adormecido...
queria amar-te mais noite
e nunca ter-te perdido.

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Tenho pena que tenhamos deixado de falar. Eu gostava de falar contigo. beijo

2:46 p.m.  
Blogger Darwin said...

e quem sois?...

2:59 p.m.  
Blogger Born philosopher said...

gostei de ler os teus poemas.As palavras fluem e o sentimento é transmitido. tb escrevo em portugues, mas so consigo falar de amor, amizades ou de drogas. é o que faz o coracao bater e a alma arder. Gostei muito do poemas "Ruas". alegrou o meu dia. Fica bem.

5:55 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Tens de ver se actualizas isto, pois está um tanto parado.

Hugo

5:18 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home