sexta-feira, maio 26, 2006

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.

partem tão tristes os tristes,
tão fora de esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

by João Roiz de Castelo-Branco

3 Comments:

Blogger Born philosopher said...

Gostei do poema. Deixou-me com um estado de espirito um pouco triste, mas b se calhar era da banda sonora...

6:32 a.m.  
Blogger Born philosopher said...

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6:34 a.m.  
Blogger Born philosopher said...

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6:35 a.m.  

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